Ex-secretário-adjunto de MS é solto seis dias após ser preso

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Ex-secretário-adjunto de Fazenda de MS André Cance é solto seis dias após ser preso na operação Máquinas de Lama (Foto: Sérgio Saturnino/TV Morena)
O ex-secretário-adjunto de Fazenda André Luiz Cance, da gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB), preso na Operação Máquinas de Lama, deixou o Complexo Penitenciário de Campo Grande, nesta terça-feira (16).

A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região concedeu liminar hoje ao pedido de habeas corpus feito pelo advogado de defesa José Wanderley Bezerra Alves. Cance passou pelo Centro de Triagem do presídio na sexta-feira (12).

De acordo com a investigação, André Cance, distribuía o dinheiro da propina para o PMDB e para o grupo envolvido no esquema.

As empresas economizavam, porque, mesmo com a propina, pagavam um valor menor do que o que pagariam de impostos ao estado.

Além de Cance, também estão presos o empresário Mirched Jafar Júnior, dono da gráfica Alvorada. A empresa teria fornecido 100 mil livros de literatura infantil sem licitação à Secretaria do Estado de Educação (SED) por R$ 11 milhões.

As negociações teriam sido feitas ex-servidor da SED, na gestão de Pulccinelli, Jodascil da Silva Lopes, que se apresentou cinco dias depois da operação e também está preso. O esquema, segundo a investigação, era para lavagem de dinheiro.

O ex-servidor também teria arrecadado propina paga pela Concessionária Águas Guariroba, que comprou milhares de cópias de livros do André Puccinelli Júnior, filho do ex-governador. Foram três mil livros que custaram R$ 300 mil. O material foi repassado para outro investigado.

Máquinas de Lama

A operação é relacionada à fraude em licitações e corrupção com dinheiro público e é desdobramento de outras três, realizadas entre 2015 e 2016: Lama Asfáltica, Fazendas de Lama e Aviões de Lama. A suspeita é que o prejuízo aos cofres públicos seja de R$ 150 milhões, somente com fraudes detectadas nesta 4ª fase de investigação de desvios de recursos destinados a serviços e compras públicas, entre eles de obras em rodovias e aquisição de livros.

G1 MS

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