Dourados quer arrecadar 625 t de embalagens vazias de agrotóxico

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O município de Dourados estima contabilizar no acumulado deste ano um aumento de 1,6% na quantidade de embalagens de defensivos agrícolas recolhidas frente ao mesmo período de 2016, passando de 615 para 625 toneladas, conforme estimativa do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev).

Ontem foi celebrada a 13ª edição do Dia Nacional do Campo Limpo em todo o país e em Dourados programação envolveu principalmente os elos da cadeia agrícola – agricultores, canais de distribuição, fabricantes e poder público. O evento comemorativo foi realizado na Central de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, localizada na Sitióca Campo Belo.

De acordo a engenheira agrônoma e coordenadora da Central no município, Éldice Raniero, de janeiro a julho deste ano foram recolhidos 387 toneladas. Dourados também recebe embalagens das cidades vizinhas, Itaporã, Douradina, Caarapó e Fátima do Sul.

Para facilitar o recolhimento e contar com maior participação do agricultor, as cidades de Itaporã e Douradina recebem projeto itinerante da Central que passa nesses municípios em datas agendas para recolher as embalagens. Fátima e Caarapó contam com posto de recebimento fixo.

“Diante de um trabalho em conjunto o agricultor está consciente sobre o descarte correto”, diz a coordenadora. No entanto, ainda aparece na Central pessoas resistentes que vão fazer o descarte pela primeira vez. Elas são orientadas a fazer o trabalho correto.

A maioria das embalagens são de plástico, mas a Central também recebe produtos de papelão, vidro e ação. O plástico, por exemplo, é prensado em máquinas e encaminhados para reciclagem nos estados de Mato Grosso ou São Paulo, já que o Mato Grosso do Sul não conta com indústria desse tipo de atividade.

Números

O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração. Em segundo lugar vem a França, com 77%, seguida pelo Canadá, com 73%. Os Estados Unidos vêm em 9º lugar, com 33%. O Brasil também é líder mundial no consumo de agrotóxico.

Quando as embalagens são abandonadas no meio ambiente ou descartadas em aterros e lixões, esses produtos ficam expostos às intempéries e podem contaminar o solo, as águas superficiais e os lençóis freáticos. Há ainda o problema da reutilização sem critério das embalagens, que coloca em risco a saúde de animais e do próprio homem.

 Dourados Agora

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