Campanha estimula doação de órgãos em Dourados

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O tema doação de órgãos foi levado à população em mobilização na Praça Antonio João, durante toda a manhã desta quarta-feira (27). A equipe do CIHDOTT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes) realizou panfletagem e tirou dúvidas dos populares.

A Comissão atua no Hospital da Vida e visa aumentar o índice de captação de órgãos no município. Os membros da comissão explicaram a população sobre a atuação da equipe e ressaltaram sobre a necessidade dos familiares comunicarem ao hospital sobre a vontade do paciente declarada em vida de doar órgãos, após sua morte.

“Foi muito positivo, muitos desconheciam que Dourados faz captação de órgãos, bem como sobre como ocorre o processo. Acredito que conseguimos levar a mensagem e a população teve ótima aceitação”, conta Clarinie Fortunatti, vice-coordenadora do CIHDOTT.

O trabalho do CIHDOTT conta com números positivos. Conforme a coordenação, neste ano foram nove captações, de fígado, rins e córnea.

O processo de captação de órgãos ocorre após a autorização dos familiares e estes ficam sob a responsabilidade da Central de Transplantes em Campo Grande e posteriormente da Central Nacional para os devidos encaminhamentos e atendimento da demanda.

De janeiro até agora Dourados realizou a captação de órgãos de sete pessoas. O município não faz transplante, serviço que não é feito há 5 anos em Mato Grosso do Sul. A Santa Casa de Campo Grande era o hospital credenciado a realizar transplante, mas não há informação de quando retomará o atendimento. Os órgãos captados em MS são enviados para outros Estados.

A doação

A doação de órgãos ou tecidos pode advir de doadores vivos ou falecidos. Doador vivo é qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode se dispor a doar um dos rins, parte do fígado ou do pulmão e medula óssea. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Fora desse critério, somente com autorização judicial. Já o doador falecido é a pessoa em morte encefálica cuja família pode autorizar a doação de órgãos e/ou tecidos, assim como a pessoa que tenha falecido por parada cardíaca que, nesse caso, poderá doar tecidos.

Quais órgãos podem ser doados?

Doador falecido: Coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões. Portanto, um único doador pode salvar inúmeras vidas. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia.

Doador vivo: 1 dos rins, parte do fígado ou do pulmão e medula óssea.

Dourados Agora

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