Coleta seletiva será ampliada em Dourados; Agecold recolhe 50 toneladas por mês

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A partir das próximas semanas a Associação dos Agentes Ecológicos (Agecold) irá atender pelo menos mais dois bairros em Dourados com a coleta seletiva. O trabalho será possível graças a um convênio a ser firmado hoje com a Fundação Banco do Brasil no valor de R$ 247.850, para a aquisição de equipamentos. Menos de 10% dos bairros da cidade são atendidos com o serviço.

No início do ano a Fundação Banco do Brasil lançou edital para instituições se cadastrarem para seleção de convênio. O associado e voluntário Plínio Bastiani, cadastrou a Agecold que foi selecionada na modalidade “resíduo sólido”. “Enviei todas as documentações exigidas e fomos selecionado”, comemora. Às 9h de hoje o convênio será assinado na própria Agecold.

Com o recurso serão adquiridos um caminhão VW 5.150 para fazer a coleta seletiva, além de uma empilhadeira para o transporte dos fardos de reciclados e duas esteiras para a seleção do material. Além de ampliar a coleta, deverá empregar pelo menos mais 5 associados. Hoje, 18 trabalhadores tiram seus sustentos da Agecold.

O principal diferencial será a esteira. Atualmente, os materiais recolhidos nos bairros são despejados no chão do salão da Associação, onde os trabalhadores fazem a separação dos reciclados. Segundo Plínio, a esteira ficará numa altura entre 90 centímetros a um metro, possibilitando o associado ficar em pé ou sentado. “Vai agilizar o trabalho, além de trazer mais conforto”, explica.

A coleta seletiva é realizada em bairros considerados nobres da cidade como BNH 3º Plano, Mônaco, Portal, Portalzinho, Europa, residencial Ecoville, Condomínio Maxwell, além de parte de ruas centrais como Hayel Bon Faker, Monte Alegre e Ponta Porã. Algumas empresas também fazem a separação de recicláveis e a Agecold vai até o local fazer a coleta.

Cada bairro tem um dia da semana em que os moradores separam os recicláveis em sacos plásticos e colocam em frente de suas residências. São reciclados o papelão, o plástico em geral, os papeis em geral e os metais. Por mês a Agecold recebe entre 45 a 50 toneladas de materiais, no entanto, quase a metade, de 15 a 20 toneladas são descartados.

Plínio diz que muitos moradores ainda não estão conscientes sobre o que é considerado material reciclado ou não. Isso porque, de forma errônea ou por falta de conhecimento, moradores incluem isopor, panos, guardanapos e papeis sujos, madeira, eletrônicos e vidro como recicláveis. “O único dessa lista que estudamos reciclar, mas ainda não está definido, é o vidro”, diz o voluntário Plínio Bastiani. Os materiais descartados vão para o aterro sanitário.

Na Agecold, os 18 colaboradores atuam das 7h às 17h com a separação de recicláveis e no local recebem café da manhã e almoço. Todos são autônomos, mas a Associação paga a eles taxa de guia do Instituto Nacional de Segurança (INSS). A renda com a venda dos materiais é utilizada para manutenção do espaço e pagamento do salário dos colaboradores.

Empresas ou industrias que desejam colaborar com a separação de recicláveis, segundo Plínio, podem entrar em contato com a Agecold para obter mais informações. O telefone é o (67) 3423-0917.

Dourados Agora

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