Atividade física é capaz de minimizar processos inflamatórios no organismo

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Estudo mostra que é possível em apenas seis semanas de exercícios constantes alterar a composição do microbioma, de maneira saudável, estimulando ação de bactérias benéficas ao intestino

O microbioma cada vez mais vem ganhando espaço como um aspecto fundamental para a saúde, bem estar e performance. Muitas vezes, características como falta de energia e vitalidade, depressão e doenças crônicas podem estar associadas a uma alteração na composição da microbiota, conhecida como permeabilidade intestinal.

O intestino humano abriga mais de 100 trilhões de microorganismos, o que representa cerca de 9 milhões de genes (O genoma humano tem apenas 23 mil!). E essa microbiota é composta por aproximadamente 160 espécies diferentes. É ela que promove a digestão e a absorção de alimentos para a produção de energia e fornece folato, vitamina K2 e os ácidos graxos de cadeia curta entre outros. Por esse motivo, o equilíbrio desse sistema é essencial para manutenção da saúde.

Obesidade influencia na composição e variabilidade do mircrobioma (Foto: Getty Images)

Obesidade influencia na composição e variabilidade do mircrobioma (Foto: Getty Images)

Hoje, se sabe que fatores como dieta, obesidade, tipo de parto, estresse e idade podem afetar de maneira significativa a composição e a variabilidade do microbioma. Esses fatores demonstraram contribuir significativamente para a capacidade metabólica e imuno-reguladora do microbioma intestinal ao longo da vida útil. Um outro fator que parece ser importante é o status de atividade física em humanos. No entanto, os efeitos dos exercícios na microbiota do intestino humano ainda não tinham sido explorados.

Dois estudos recentes – um em camundongos e outro em seres humanos – oferecem a primeira evidência de que o exercício sozinho pode alterar a composição da microbiota intestinal. Os estudos foram formulados para isolar as mudanças induzidas pelo exercício de outros fatores – como dieta ou uso de antibióticos – que podem alterar a microbiota intestinal.

O mais interessante, como conclusão, é que com um programa de atividade física constante, é possível em apenas seis semanas alterar o microbioma, de maneira saudável, estimulando bactérias benéficas e que minimizam os processos inflamatórios no organismo.

Estudo mostra que entre magros e obesos existe diferença na composição do microbioma (Foto: Istock Getty Images)

Estudo mostra que entre magros e obesos existe diferença na composição do microbioma (Foto: Istock Getty Images)

No primeiro estudo, os resultados foram muito interessantes, mesmo em modelo animal. O principal aspecto foi uma produção maior de N-butirato, um ácido graxo de cadeia curta produzido por determinadas bactérias, que promove células intestinais saudáveis, reduz a inflamação e gera energia.

No estudo em humanos, os participantes realizaram exercício cardiovascular supervisionado por 30 a 60 minutos, três vezes por semana, durante seis semanas. As concentrações de N-butirato também aumentaram com a atividade física. Após as seis semanas, os participantes que voltaram ao estilo de vida sedentário, diminuíram novamente a composição da microbiota que produz o N-butirato. Também foi observada uma diferença entre magros e obesos e essa composição do microbioma.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

Mestre em biotecnologia e doutora em biologia celular e do desenvolvimento com habilitação em genética molecular humana pela UFSC. É membro da American Society of Human Genetics e do Institute for Functional Medicine. Hoje é diretora técnica do Biogenetika, centro de medicina individualizada (Foto: EuAtleta)Mestre em biotecnologia e doutora em biologia celular e do desenvolvimento com habilitação em genética molecular humana pela UFSC. É membro da American Society of Human Genetics e do Institute for Functional Medicine. Hoje é diretora técnica do Biogenetika, centro de medicina individualizada (Foto: EuAtleta)

Mestre em biotecnologia e doutora em biologia celular e do desenvolvimento com habilitação em genética molecular humana pela UFSC. É membro da American Society of Human Genetics e do Institute for Functional Medicine. Hoje é diretora técnica do Biogenetika, centro de medicina individualizada (Foto: EuAtleta)

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