Daniel Alves diz que Neymar “precisava sair da sombra” de Messi no Barça

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A amizade de Daniel Alves e Neymar, construída na seleção brasileira e no vestiário do Barcelona, foi estendida a Paris com a surpreendente transferência do astro para o PSG no começo da temporada. E, após ser apontado como um possível influenciador para que Ney rumasse ao Parque dos Príncipes, o lateral apontou não ter se envolvido no processo de escolha do companheiro – mas deu seu aval para a grande mudança.

Em entrevista ao site oficial da Fifa, Daniel Alves disse acreditar que, longe de um jogador com a qualidade de Messi, Neymar tem maior possibilidade de conquistar prêmios individuais.

– Acho que, junto a Messi, Neymar é o jogador mais desequilibrante no futebol mundial. Mas precisava sair um pouco de sua sombra. Jogar com alguém tão incomparável como Leo é a coisa mais incrível que pode acontecer, mas sempre haverá a dúvida se você realmente tem qualidade ou é ele – comentou.

Apontando que a transferência de Neymar para o PSG foi importante para o amadurecimento do craque e também para a seleção brasileira, Daniel Alves garantiu que não fez pressão para que o camisa 10 se juntasse ao projeto parisiense.

– Não tive quase nada a ver. Quando fui a Barcelona, sim, tive influência na contratação. Dei conselhos e contei as coisas boas que vivia no clube e na cidade. Mas neste caso não foi assim. Simplesmente cheguei primeiro que ele (risos). Somente em um momento de dúvida, em que ele não sabia o que fazer, a única coisa que falei é que seguisse seu coração e fosse feliz. Esse foi o único conselho que dei.

O lateral mostrou-se confiante no sonho do PSG de conquistar a Champions e apontou que foi este projeto que o levou a deixar a Juventus, afirmando que “o mundo é dos valentes” e que nem ele nem Neymar querem ficar na sombra como covardes. E também comentou outro grande objetivo para 2018: a conquista da Copa do Mundo com a seleção brasileira, minimizando uma possível facilidade na fase de grupos ao pegar Sérvia, Suíça e Costa Rica.

– A mim realmente não importa contra quem jogamos. Em uma competição assim tem que ganhar de todos. Se pegássemos a Espanha, o que iríamos fazer? Sair correndo? Ninguém se torna campeão do mundo jogando contra times de nível baixo. Assim, vamos ter que enfrentar os melhores cedo ou tarde. E ganhar deles, porque realmente queremos conquistar esse troféu – declarou.

Globo Esporte

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