Opinião: de Jair ao torcedor, quase todo mundo no Santos errou contra o Ituano

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No intervalo da partida entre Santos e Ituano, o SporTVmostrou a imagem de um torcedor alvinegro quebrando o cartão de sócio-torcedor. A cena retrata bem a noite terrível do Peixe no último domingo. Quase todo mundo errou, do técnico Jair Ventura ao torcedor.

No caso do santista enfurecido, o problema está em se desesperar no dia 28 de janeiro, quarta rodada do Paulistão, com menos de um mês desde que o elenco voltou das férias e no meio de um jogo em que o time não contava com seus melhores jogadores.

O Santos com Vitor Bueno, Bruno Henrique e Gabigol será outro. O que não quer dizer que a equipe não precisa de reforços (que cheguem para serem titulares) ou que a torcida não tenha motivos para se preocupar. Mas daí a quebrar o cartão de associado, como se 2018 estivesse perdido, há uma grande diferença…

Este não foi o único caso de exagero nas arquibancadas do Pacaembu no último domingo. Mas vamos falar primeiro do que aconteceu dentro de campo.

O primeiro tempo santista diante do Ituano foi terrível. O Peixe foi envolvido por um time limitado e apresentou uma dificuldade absurda em levar a bola do campo de defesa para o de ataque.

Jair Ventura está em início de trabalho no clube, mas quanto tempo será necessário para perceber que Rodrigão não tem condições de ser o titular da equipe? Ou que um meio de campo com Renato, Matheus Jesus e Vecchio fica extremamente lento e distante dos atacantes?

Faltam peças ao comandante alvinegro. E até por isso deixar Jean Mota no banco de reservas é um desperdício. Eduardo Sasha e Rodrygo são outros que vêm pedindo passagem.

Para piorar, os jovens que tiveram chances diante do Ituano, Robson Bambu e Caju, tiveram atuações péssimas.

Aliás, quem foi bem? Copete errou passes de três metros. Arthur Gomes, apesar de esforçado, criou pouco. Renato, que há algum tempo já não “joga de terno”, cometeu falhas na marcação e com a bola nos pés. Ah, e teve também Victor Ferraz, responsável por ceder o contra-ataque na jogada que resultou no gol do Ituano e perseguido pela torcida.

Aqui voltamos a falar dos erros das arquibancadas. É verdade que Ferraz não joga bem há tempos. O fim de 2017 dele foi ruim, e o início de 2018 não é animador. Mas vaiá-lo aos 17 minutos do primeiro tempo ajuda em quê? Criticar um jogador e exigir contratações é um direito do torcedor, mas não me parece inteligente fazer isso durante a partida.

Esta mesma torcida gritou que tem saudades de “quando o Santos jogava com vontade”. O canto até fazia sentido no fim da última temporada, quando alguns atletas se arrastavam em campo, mas não é o problema do Peixe neste início de 2018. A equipe tem, sim, muitas deficiências técnicas e táticas (algumas até normais por ser começo de ano), mas os gols nos acréscimos nos últimos dois jogos evidenciam que não tem faltado entrega.

O santista que quebrou o cartão de sócio ainda pode ter muitas alegrias em 2018. Para isso, é preciso de paciência de quem está fora e menos erros de quem está dentro.

Globo Esporte

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