Ídolo decisivo e de personalidade forte: como Julio Cesar marcou o Flamengo

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Sete anos como profissional, 284 jogos, cinco títulos e um lugar entre os maiores goleiros da história do Flamengo. A trajetória de Julio Cesar no Rubro-Negro justifica o status de ídolo com o qual foi apresentado, segunda-feira, no Ninho do Urubu. Prestígio construído com defesas espetaculares, heroísmo e algumas polêmicas.

A idolatria da torcida do Flamengo por Julio Cesar conta ainda com uma relação muito peculiar. Por mais que tenha sido decisivo em dois dos cinco troféus levantados (o Carioca e a Copa dos Campeões de 2001), o goleiro é venerado muito mais pelas tragédias que evitou.

Suas defesas foram determinantes para que o Flamengo ostentasse até hoje um posto entre os clubes que nunca foram rebaixados no futebol brasileiro. A degola passou perto em 2001, 2002 e 2004, e não seria exagero dizer que foi Julio Cesar quem evitou a queda para Série B.

Prodígio de 17 anos

Julio Cesar sempre foi apontado como joia nas categorias de base e não precisou de muito tempo para comprovar em campo o tanto que se falava dele. Logo na estreia, ainda com 17 anos, pelo Carioca de 1997, roubou a cena ao defender pênalti cobrado por Ronald. O Tricolor venceu por 2 a 0, mas o garoto deixou o cartão de visitas.

Tri do Pet? Tri do Julio

Foi preciso esperar até meados de 2000 para que o jovem promissor assumisse definitivamente a condição de titular no lugar de Clemer. No ano seguinte, o Flamengo conquistaria o tricampeonato estadual em uma decisão marcada pelo gol de Petkovic. O protagonismo de Julio Cesar naquela tarde de domingo, porém, não foi menor que o do sérvio. Ele fechou o gol e impediu o título do Vasco.

Eurico, vem para a festa!

Nesta mesma final, Julio Cesar já dava mostras da personalidade que o marcou ao longo da carreira. Ainda no vestiário, o goleiro interrompeu entrevista ao vivo de Beto para fazer uma provocação a Eurico Miranda, que, segundo ele, já tinha reservado a festa para os vascaínos.

Arrancada polêmica

Nem só de boas lembranças, no entanto, é feita a história de Julio no Flamengo. Muitas vezes, ele era visto como um torcedor dentro de campo e se exaltava. Foi o que aconteceu na derrota por 4 a 0 para o Fluminense no Carioca de 2003. Atordoado, o goleiro saiu com a bola dominada até a área adversária, em atitude que virou polêmica com o treinador Evaristo de Macedo.

Golpe na nuca

Também em 2003, o novo camisa 12 do Flamengo foi protagonista de um lance curioso. Em duelo com o Bahia, na Fonte Nova, pelo Brasileirão, tentou sair jogando com um chutão e acertou a nuca do volante Fabinho. A bola voltou contra o próprio gol. Menos mal que Fernando Baiano marcou no fim e garantiu a vitória por 2 a 1.

A partir desta semana, Julio Cesar começa a escrever uma nova história (mesmo que breve) com a camisa rubro-negra. Uma história de apenas três meses. Apenas um Gran Finale para quem já tem seu nome cravado na história do Flamengo.
Globo Esporte

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