É ameça, diz Bolsonaro sobre presidente do Senado; presidenciável dispensa apoio

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O deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) disse que não precisa de apoio do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) para disputar a corrida presidencial.

Bolsonaro cumpriu agenda nesta quinta-feira (8) na cidade de Dourados-MS. Acompanhado do filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo, Jair aterrissou no interior sul-mato-grossense por volta das 14h30 (horário de MS).

Centenas de pessoas receberam ele que, ao sair do saguão do aeroporto, foi carregado nos ombros por apoiadores. Em seguida, Jair e Eduardo discursaram em carro de som, ainda no aeroporto.

“Quando cheguei aqui [Dourados] vi na internet uma notícia boa, que não contarei com o apoio de Eunício Oliveira. Primeiro que não pedi apoio, outro, que só de não me apoiar é sinal que o Brasil não continuará sendo roubado”, disparou o deputado. “Eles têm quase tudo ao lado deles, só não uma coisa que eu tenho, o povo brasileiro”, ressaltou.

O presidente do Senado questionou em café da manhã com jornalistas, hoje, o “emocional” do deputado Jair Bolsonaro para ser presidente do Brasil a partir de 2019. Eunício falou que o parlamentar “pode até ganhar”, mas colocou em dúvida o “dia seguinte” do País.

Confiante na corrida presidencial, Jair Bolsonaro disse que se sente satisfeito ao chegar numa cidade e ser bem recebido. Em tom de “já ganhei”, falou que em 1º de janeiro não saltará de paraquedas no Palácio da Alvorada. “Subiremos a rampa”, afirmou.

Em seguida, Jair saiu em carreata pelo centro da cidade e depois seguiu para o Sindicato Rural de Dourados. Em entrevista coletiva a jornalistas, falou sobre o que pensa a respeito do discurso do senador Eunício.

“O recado que ele está dizendo é: se você der para nós tais ministérios pra meter a mão não vai ter apoio do parlamento. Essa é a resposta que ele está dando”, declarou Bolsonaro, que entendeu o recado do senador como “ameaça”.

Para o presidenciável, os poderes são independentes e caso seja eleito, formulará políticas para enviar à Câmara, que terá a missão de aperfeiçoar, aprovar ou rejeitar. Fazer política pela governabilidade não é seu papel, alegou.

Dourados Agora

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