Governo atualiza preços mínimos para safras 2026/27 e 2027
14 de julho de 2026Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13) a Portaria nº 934, que atualiza os preços mínimos dos produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Os novos valores, definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), servirão de referência para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo que assegura remuneração mínima aos produtores rurais.
Para as culturas de verão e regionais, os preços mínimos terão vigência entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto.
A atualização contempla algodão em caroço e em pluma, arroz longo fino em casca, borracha natural cultivada, coágulo virgem a granel, látex de campo, cacau cultivado (amêndoa), caroço de algodão, feijão cores, feijão preto, juta e malva prensadas, leite, mandioca, raiz de mandioca, fécula, goma (polvilho), milho, soja e sorgo.
A portaria também estabelece os preços mínimos para sementes das culturas de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027, abrangendo algodão, arroz longo fino, feijão, juta e malva, milho, soja e sorgo. Nesse caso, a vigência será de novembro de 2026 a junho de 2028.
O que é a PGPM?
Atualizados anualmente, os preços mínimos integram a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), instrumento do governo federal voltado à proteção da renda dos produtores rurais diante das oscilações de mercado.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é responsável pela elaboração das propostas de preços mínimos para os produtos contemplados pela PGPM e pela Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).
De acordo com o artigo 5º do Decreto-Lei nº 79/1966, a definição dos preços mínimos deve considerar fatores como os custos de produção e as condições dos mercados interno e externo, garantindo parâmetros compatíveis com a realidade do setor agropecuário.

