Mais de um ano após operação, Justiça absolve policial acusado de violência doméstica

Mais de um ano após operação, Justiça absolve policial acusado de violência doméstica

21 de julho de 2025 0 Por meums
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Mais de um ano após prisão sob acusação de violência doméstica contra a ex-companheira, Gervásio Jovane Rodrigues, 52, que atuava como policial rodoviário federal na época dos fatos, foi absolvido pela Justiça.

A decisão, assinada pelo juiz Pedro Henrique Freitas de Paula, da 3ª Vara Criminal de Dourados, é datada do fim de junho.

A denúncia feita pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) apontava que o réu, morador em Ponta Porã, teria descumprido medidas protetivas contra a ex-convivente em Dourados, cidade onde ela residia, em 28 de janeiro e 1º de março do ano de 2024.

O fato resultou em operação no dia 3 de abril no município de fronteira.

Na ocasião, policiais civis da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) e agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal), foram à casa da mãe de Gervásio, realizando a prisão dele.

No mesmo local, foram apreendidas 100 munições de calibre .22 de origem estrangeira.

Após o andamento do processo e apuração dos fatos com depoimento de testemunhas, o juiz afirmou que não existem provas suficientes para a condenação do réu, “posto que não restou comprovado, com a certeza que uma condenação criminal exige, que o acusado descumpriu dolosamente a decisão judicial que deferiu medidas protetivas em favor da vítima”, diz a decisão.

As alegações da ex-companheira eram que Gervásio havia passado três vezes em frente à residência onde ela estava e sobre uma suposta perseguição. Ambas as situações apresentaram versões contraditórias e não foram comprovadas.

“Posto isso, julgo improcedente a pretensão punitiva deduzida na denúncia para absolver o réu Gervasio Jovane Rodrigues quanto as imputações que lhes foram feitas, nos termos do artigo 386, VII, do Código de Processo Penal. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, efetue-se as comunicações necessárias e arquive-se”, finaliza a decisão.

Quando ocorreu a operação, Gervásio atuava como agente da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e chegou a ser demitido do serviço pela prática de atos que configuram como improbidade administrativa e incontinência pública.

A medida foi publicada por meio de uma portaria do Ministério de Estado da Justiça e Segurança Pública, do dia 17 de abril do ano passado.

Em relato após a decisão da Justiça, ele afirmou ter passado 43 dias preso em regime fechado e outros dois meses utilizando tornozeleira eletrônica. “Tratado como criminoso, rebaixado, humilhado, maltratado”.

Fonte: Dourados News


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