Marcola pega ‘carona’ no pedido de Vorcaro e quer conversas sem gravação em presídio federal
12 de março de 2026A defesa entende que o mesmo direito deve ser igualmente assegurado
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), vai pedir autorização para conversas sem gravação na Penitenciária Federal em Brasília, onde ele está preso.
Nesta semana, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido da defesa de Daniel Vorcaro e permitiu que os advogados e o banqueiro conversem sem que sejam gravados.
Na decisão, o ministro André Mendonça citou a lei sobre a transferência e inclusão de presos em penitenciárias federais de segurança máxima, que prevê monitoramento.
Mendonça explicou que a decisão foi baseada na proteção do sigilo profissional entre cliente e defensor, ressalvando que a unidade prisional deve manter os protocolos necessários à segurança institucional.
Diante disso, a defesa de Marcola entende que o mesmo direito deve ser igualmente assegurado, por se tratar de garantia essencial ao exercício da advocacia e ao próprio direito de defesa.
“Será protocolado pedido perante o juiz corregedor competente, com fundamento na referida decisão e na legislação vigente, a fim de que seja garantida a plena inviolabilidade das comunicações entre advogado e cliente, assegurando-se que os atendimentos ocorram sem necessidade de agendamento prévio”.
Caso o pedido não seja acolhido na instância competente, a defesa afirma que irá recorrer ao próprio Supremo Tribunal Federal, “a fim de assegurar o respeito às prerrogativas da advocacia e às garantias fundamentais do exercício da defesa técnica”.
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