Saúde investiga morte de idoso por suspeita de Chikungunya em Dourados
13 de abril de 2026A morte de um idoso de 63 anos, morador no Parque das Nações II, bairro localizado na região Leste de Dourados, é investigada pelas autoridades por suspeita de Chikungunya. A informação consta no boletim epidemiológico publicado na manhã desta segunda-feira (13/4) pela gestão municipal.
No documento, consta que a vítima apresentou os primeiros sintomas no dia 7 de abril e teve o óbito confirmado hoje, após internação no Hospital da Unimed. O homem possuía comorbidades relatadas.
Até o momento, Dourados contabiliza seis mortes em decorrência da Chikungunya e investiga três.
O município está em situação de emergência decretada pelo prefeito Marçal Filho e reconhecido pelo Governo Federal.
Dados
De acordo com o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), a situação epidemiológica nas aldeias indígenas de Dourados segue grave com 2.012 casos prováveis registrados, 1.461 confirmados, 479 descartados, além de 545 casos em investigação, totalizando 2.485 notificações e 399 atendimentos hospitalares.
Já em todo o município, são 3.572 casos prováveis, 1.634 casos confirmados, 714 descartados e 2.652 em investigação.
O documento aponta ainda que Dourados possui 43 pacientes internados. Seis deles estão no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 16 no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), cinco no Hospital Cassems, nove no Regional, dois no Hospital Unimed, dois Hospital da Vida e três no Hospital Evangélico Mackenzie.
“As equipes estão trabalhando intensamente no enfrentamento à epidemia na Reserva Indígena e também para conter o avanço da doença nos bairros de Dourados”, disse o secretário Municipal de Saúde, Márcio Figueiredo.
Dificuldades
Agentes têm encontrado dificuldades na implantação de estações larvicidas – Foto: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News
O secretário também aponta dificuldades no que diz respeito à instalação de estações disseminadoras de larvicida, as ‘armadilhas’ para enfrentar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da Chikungunya e da dengue.
“Não estamos conseguindo instalar as Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), espécie de armadilhas que funcionam com recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida que chega a reduzir em até 66% os focos do mosquito Aedes Aegypti. Moradores estão impedindo a instalação das Estações por acreditarem que as armadilhas vão atrair o Aedes aegypti para dentro da casa ou do quintal deles, quando na verdade o mosquito já está lá e nossa intenção é conter os focos”, explica Márcio, que também é coordenador do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública.

