Tenente-coronel assume o Bope e quer reforço na atuação contra o crime organizado em MS
24 de abril de 2026O novo comando do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) reforça a atuação do batalhão contra o crime organizado no Estado. Nesta sexta-feira (24), ocorreu a solenidade de passagem de comando do Bope na sede da unidade, na Avenida Desembargador Leão Neto do Carmo, no Jardim Veraneio, em Campo Grande.
Criado em 2013, o Bope contém grupos que atendem casos que envolvem reféns e prisões de suspeitos em situações de alta complexidade, bem como ações voltadas a ocorrências com bombas e explosivos.
O batalhão especial ainda conta com equipe para fazer incursões em terrenos de difícil acesso, grupo com atiradores policiais de precisão, além da inteligência e equipe de negociação policial.
A solenidade desta sexta (24) contou com a presença do comandante-geral da PMMS, Renato dos Anjos Garnes, que reforçou o foco da corporação no Estado. Ele também lembrou que o Choque, antes comandado pelo tenente-coronel Rocha, agora está sob o comando do major Cleyton da Silva Santos.
“Nosso foco é realmente o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. Hoje o tenente-coronel Rocha vem do Choque para o Bope, e lá fica o major Cleyton, que foi do Bope. Todos os nossos oficiais estão preparados para comandar qualquer batalhão”, afirmou.

Comando do Bope foi o maior desafio em 17 anos de PMMS
Comandado pelo major Rafael Custódio Alves durante dois anos e quatro meses, o Bope agora será comandado pelo tenente-coronel Rocha em Mato Grosso do Sul.
Durante a solenidade, o major Alves lembrou de suas duas passagens pelo batalhão especial, sendo a última o maior desafio em 17 anos de experiência na Polícia Militar.
“Em 2016 vim, fiquei três anos e participei da primeira turma do curso de operação de policiais especiais, quando fui comandar a Segunda Companhia. A minha segunda passagem foi em dezembro de 2023, permaneci por dois anos e quatro meses, e o maior desafio foi comandar homens livres”, revelou.
Alves destacou que as decisões do batalhão foram técnicas, visto que o Bope atende a ações de crises, como situações que envolvem reféns, bombas e área de difícil acesso.
“Então nosso trabalho foi voltado para a saúde e capacidade de treinamento para não ter baixas, e não tivemos. Espero que tenha entregado o batalhão melhor que peguei e desejo que o tenente-coronel Rocha, quando for entregar, também entregue sempre melhor”, desejou o major Alves.

Agora, Alves assume a subdireção do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), em Dourados, a 201 quilômetros de Campo Grande. “Agora devo assumir a função de subdiretor no DOF e devo usar a minha experiência de 17 anos na PM para continuar bem o trabalho”, finalizou.
Novo comando
O novo comandante do Bope, tenente-coronel Rocha, revelou que essa é a segunda tropa de elite que comanda. Ele explicou que o intuito é fortalecer a segurança pública e garantir o conforto para o cidadão de bem.
“É a segunda tropa de elite que comando, é um privilégio! Nosso trabalho vai ser focado no combate ao crime organizado, especialmente em Campo Grande, na fronteira e região norte. Como é uma tropa de elite, precisamos sempre de aprimoramento, usar o serviço de inteligência e equipamentos para fazer frente ao crime”, adiantou Rocha.
Durante a solenidade, o tenente-coronel ainda destacou que a PMMS bate de frente com grupos criminosos para tirá-los de circulação.
“Nossa situação de segurança pública é tão tranquila que a gente insiste em não falar de crime organizado, que está descapitalizado. A Polícia Militar faz frente a esses grupos que insistem em se organizar, mas a PM bate de frente para tirá-los de circulação e garantir uma segurança efetiva para as pessoas”, declarou.
Criação das equipes especiais
As equipes especiais da corporação foram criadas em 1999, com a Rotac (Rondas Ostensivas Táticas e Ações do Choque), na época subordinada à 5ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar).
Em 2002, houve a unificação e formou-se a Cioe (Companhia Independente de Operações Especiais), que tinha 60 policiais. No ano seguinte, foi criada a Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais). Em 2013, houve a criação do Bope.
Fonte: MIDIA MAX

