UNIGRAN recebe cantor Mariano e co-fundadores das Startups Crafty e Diaríssima

UNIGRAN recebe cantor Mariano e co-fundadores das Startups Crafty e Diaríssima

13 de novembro de 2018 0 Por meums
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Contratar um serviço hoje em dia está muito mais fácil com as novas tecnologias. Um exemplo de inovação e praticidade são as startups ‘Crafty’ e ‘Diaríssima’. Sob o tema ‘Startup – Tecnologia e Confiança na palma da sua mão’, a comunidade acadêmica da UNIGRAN recebeu o cantor e empreendedor Ricardo Mariano Bijos Gomes, juntamente com o seu sócio Reinaldo de Andrade Silva e o economista Normann Kalmus, para uma palestra. Os três são co-fundadores das empresas Crafty e Diaríssima, e falaram sobre este novo modelo de negócio, empreendedorismo e inovação.

Fabiano Nagamatsu, diretor de Inovação da UNIGRAN, afirma que a proposta do evento foi fazer com que tanto os acadêmicos, quanto professores e profissionais, entendam um pouco mais sobre inovação, estejam mais vinculados a esse ecossistema de empreendedorismo. “É uma grande parceria que irá beneficiar toda comunidade acadêmica”, enfatiza.

Novo modelo de negócio

Diaríssima e Crafty são startups que propõem uma inovação na área de procura e contratação de diaristas e profissionais. Os dois aplicativos encurtam a distância entre prestadores de serviços e contratantes. A ideia surgiu da necessidade de oferta e procura. Mariano e Reinaldo são amigos de infância. Quando o cantor sertanejo comentou que tinha dificuldade de encontrar um bom profissional e de confiança para cuidar do seu apartamento, perguntei ao amigo, que sempre trabalhou com tecnologia: “por que não cria um aplicativo para serviços domésticos?”.

E, conversando com o economista Normann Kalmus, que estudou esse ramo e identificou uma falha em que 70% de toda verba circulada neste mercado fica na mão de intermediários, o embaixador das empresas pensou: “isso é muito injusto, pois quem realmente coloca a mão na massa fica com uma pequena fatia”.

“A partir daí começamos estudar, desenvolver este modelo de negócio 100% gratuito. Testamos com ‘Diaríssima’, que é com só uma profissão e, durante dois anos, foi um sucesso. Hoje atuamos em mais de 200 cidades por todo o Brasil, são mais de 120 mil downloads. Agora chegou a hora de dar um outro passo com o Crafty. A nossa meta é englobar todos os trabalhadores autônomos do Brasil”, garante Ricardo Mariano Bijos Gomes.

O economista Normann Kalmus é o responsável por avaliar as questões macroeconômicas. Segundo o especializa em Gestão de Conhecimento, as duas Startups foram essencialmente criadas para reduzir as assimetrias de informação. “Nós aproximamos pessoas: quem quer contratar e quem quer prestar o serviço ou vender alguma coisa, sem intermediação. Estamos acostumados a ver nossa economia girar em torno ou com a presença de intermediários, evidentemente eles pegam um pedaço dessas transações, o que aumenta o atrito, os custos, diminui a possibilidade das pessoas investirem de um lado e terem receita de outro”, analisa.

Nas duas plataformas, há sistemas de promoção ao comércio entre as pessoas, sem intermediação, absolutamente gratuito. “Isso gera vantagem para as contas contratantes, mas isso também aumenta a velocidade de circulação da moeda. Essa estrutura de aproximação sem custos e direta não existe no mundo, é totalmente disruptivo. Estamos promovendo redes sociais, para que as pessoas conversem sem custo nenhum para elas”, ressalta o economista.

As startups são extremamente importantes em qualquer economia, destaca Kalmus. “Ainda mais no Brasil, porque estamos engessados, e mais ainda no MS, que temos essa mania de achar que estamos fora dos grandes centros. Pelo contrário, é exatamente porque estamos longe dos grandes eixos de consumo que temos essa possibilidade e, de certa forma, uma obrigação de fazer alguma coisa diferente, para começar a desenvolver uma ideia”, observa.

Empreendedor em série, Reinaldo de Andrade Silva tem formação em Redes de Computadores e desde os 15 anos trabalha profissionalmente com tecnologia e internet. O profissional compara as empresas já estabelecidas no modelo antigo, que são os intermediários: as agências de emprego, de limpeza, de manutenção e reparo, que têm funcionários e terceirizam os serviços.

“Neste novo modelo não tem a necessidade de intermediário, cada prestador ou contratante, que se encontra na plataforma tem sua reputação e é o que realmente vale. Não tem a possibilidade de comprar um anúncio para ser mais destacado. Os próprios usuários analisam e, através de comentários, avaliam os prestadores de serviços. E ainda, o contratante também é avaliado. A reputação é o principal pilar da plataforma”, menciona.

A curadoria é deixada por conta das pessoas. A plataforma é totalmente diferente. É um livre mercado, os valores cobrados são dados pelos profissionais e usuários, conforme Silva. “A gestão é fornecer uma plataforma tecnológica robusta que atenda as duas partes. Utilizamos a tecnologia como meio, como auxílio, mas o negócio em um todo se gere sozinho. Essa interação entre os usuários que é fantástica”, cita.

Com toda a repercussão que os aplicativos têm, Ricardo Mariano Bijos Gomes revela que realmente estão mudando vidas: prestadores de serviços com uma renda maior, sem ter que pagar nada para ninguém. “Temos diversos depoimentos de utilizadores reais da nossa plataforma, como diaristas que pagaram faculdade para o filho, reformam suas casas, compram carros e trabalham a hora que decidem. Fora os valores agregados, como não precisam pagar para o intermediário, isso possibilita cobrar um pouco menos pelo serviço. Então, é menos dinheiro que sai do contratante e mais dinheiro que chega para o trabalhador. Acabamos ajudando na economia e ainda na mobilidade urbana, pois temos filtros, nos quais se consegue achar profissionais mais próximos. São inúmeros benefícios para a economia e para população”, salienta.


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